Uma ideia de criança. Um projeto em família.
Pedro tinha apenas 7 anos quando decidiu que queria se organizar melhor.
Ele fez um combinado com a mãe: escolheria as tarefas e responsabilidades mais importantes daquele mês e, ao cumprir seus compromissos, poderia conquistar sua mesada.
Mas havia um detalhe: ele precisava de um lugar para acompanhar tudo aquilo.
Foi então que encontrou um espaço no meu quadro de anotações.
O quadro era meu. A ideia de usá-lo para organizar sua rotina foi dele.
Ali, Pedro começou a registrar as atividades que considerava importantes, acompanhar seus compromissos e marcar o que havia conseguido realizar.
Era simples. E funcionava.
Mas, com o passar dos dias, ele percebeu uma dificuldade: era preciso voltar ao quadro diariamente, anotar, marcar as tarefas concluídas e acompanhar o que ainda faltava.
Até a organização estava dando trabalho.
Foi então que, meio de brincadeira, eu sugeri: “E se a gente criasse um aplicativo para isso?”
Pedro não gostou muito da ideia. Disse que não. E o assunto ficou por ali.

Até que, alguns dias depois...
Pedro voltou com uma resposta diferente.
Pensando melhor, achou que transformar aquele quadro em um aplicativo poderia ser uma boa ideia.
E foi assim que tudo começou a mudar.
Chamamos Luiz, que tinha 10 anos, para participar da aventura.
Os dois passaram a contribuir com os primeiros protótipos, dar opiniões, experimentar possibilidades e ajudar a decidir como aquele aplicativo deveria ser.
O nome Zeni foi escolhido por eles. Assim como as cores e o desenho da logo.
Não queríamos apenas criar uma ferramenta para crianças. Queríamos ouvir as crianças que estavam ajudando a construí-la.

Cada criança tem seu jeito. E isso importa.
Durante a criação do Zeni, outra preocupação começou a orientar nossas escolhas.
Como pais, sabemos que nem todas as crianças se organizam, aprendem ou mantêm a atenção da mesma maneira.
Aqui em casa, percebemos como o excesso de informações, muitas instruções ou uma interface visualmente carregada pode tornar uma atividade simples mais difícil do que precisa ser.
Por isso, desde os primeiros protótipos, pensamos em uma experiência mais leve, intuitiva e acolhedora.
Queríamos que as crianças conseguissem identificar suas missões, entender o que precisavam fazer e acompanhar suas conquistas sem depender de explicações longas ou telas cheias de elementos.
Essa preocupação também inspirou recursos de acessibilidade, como ajuste do tamanho dos textos, opções de fontes, leitura em voz alta e outras preferências que permitem adaptar a experiência.
Não queríamos que todas as crianças precisassem se adaptar ao aplicativo. Queríamos criar um aplicativo capaz de respeitar diferentes maneiras de participar da rotina.
O Zeni não foi criado para substituir o acompanhamento dos responsáveis, mas para oferecer uma ferramenta simples que pudesse caminhar ao lado deles.
Mais vida fora da tela.
Aqui em casa, Pedro e Luiz têm celular, mas seu uso é acompanhado e controlado.
Acreditamos que a tecnologia pode fazer parte da infância sem ocupar todo o espaço dela.
Por isso, procuramos diferenciar o tempo dedicado ao entretenimento do tempo utilizado para ferramentas que ajudam na organização e na autonomia.
O Zeni é uma dessas ferramentas.
Em nossa família, seu uso é liberado sem um limite específico de tempo, porque sua finalidade não é manter as crianças olhando para a tela.
É permitir que consultem suas missões, acompanhem seu progresso e voltem para aquilo que realmente importa: estudar, brincar, conviver, ajudar em casa e viver suas experiências.
Não criamos o Zeni para que as crianças passem mais tempo no celular. Criamos para ajudá-las a aproveitar melhor o tempo fora dele.
De um quadro branco para pequenas conquistas.
Aos poucos, as tarefas viraram missões.
Os pontos ganharam a forma de estrelas.
E as conquistas passaram a poder ser trocadas por mimos — uma mesada, um presente, um passeio ou outra recompensa combinada em família.
O que nasceu da vontade de Pedro de se organizar melhor começou a se transformar em algo que poderia ajudar outras famílias também.
Mas talvez a maior conquista tenha vindo antes mesmo de o aplicativo ficar pronto.
Foi perceber que uma conversa despretensiosa podia se transformar em um projeto construído entre pais e filhos, com ideias, escolhas e participação de todos.
A mesma ideia, uma nova forma de conquistar.


As tarefas viraram missões, os pontos viraram estrelas e as recompensas passaram a ser os mimos da família.
Feito em família. Para outras famílias.
Hoje, aquele primeiro quadro é parte da nossa história.
Ele nos lembra que não é preciso começar com uma grande invenção.
Às vezes, tudo começa com uma pequena dificuldade, um espaço emprestado no quadro do pai, uma brincadeira e uma criança que, dias depois, resolve dizer:
“Pensando bem... acho que seria uma boa ideia.”
Foi assim que nasceu o Zeni.
Um aplicativo inspirado na nossa família, construído com a participação das crianças e pensado para respeitar diferentes necessidades.
Não acreditamos que estrelas substituam conversas, abraços ou elogios.
Mas acreditamos que reconhecer o esforço, incentivar a autonomia e celebrar pequenas vitórias pode tornar a rotina familiar mais leve.
O Zeni começou com a vontade de uma criança de se organizar. Cresceu com as ideias de duas. E agora queremos compartilhar essa conquista com outras famílias.
